Peniel - Face a Face com Deus

PENIEL é estar FACE A FACE COM DEUS. Biblicamente falando foi quando Jacó lutou com Deus (ou com um anjo) , dizendo:" não te deixarei ,enquanto não me abençoares". Quer ser abençoado? Busque ao Senhor!!! Não pelo que Ele pode dar, mas pelo que Ele é. As bençãos vos serão acrescentadas.


“Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (I Coríntios 14:26)
Nunca o mundo esteve tão religioso, e as igrejas tão mundanas. Não se faz mais distinção entre shows e cultos de “adoração”. Em algumas reuniões, os jovens utilizam gritos característicos das torcidas de futebol, como “Ê-ô, ê-ô, Jesus Cristo é o Senhor!” ou “Eu já falei, vou repetir, é Jesus Cristo que comanda isso aqui!”, além de dançarem ao som de ritmos pra lá de vibrantes.
Há igrejas cujo púlpito é uma prancha de surf, freqüentadas por jovens que, nos “cultos”, vestem bermudas, calçam chinelos de dedo, além de exibirem tatuagens e piercing. Para arrecadar fundos extras, algumas denominações realizam festas similares às juninas, permitindo que seus membros dancem quadrilha no “arraiá evangélico”. E há até igrejas que promovem uma espécie de Halloween – dia das bruxas –, alterando o nome para Elohin!
O que é o evangelho do entretenimento? O evangelho do entretenimento tem transformado os cultos de Deus em meros ajuntamentos para pular, gritar, dançar, assobiar, fazer “trenzinho”, cantar, cantar e cantar. Trata-se de um evangelho “sem limites”, que pode ser comparado ao “fermento” de Herodes (Marcos 8:15) – os herodianos eram liberalistas, modernistas, secularistas, irreverentes e contextualizadores.
Nos “cultos-shows” não há espaço para a exposição da Palavra de Deus. Em muitas dessas reuniões de “adoração extravagante” – expressão muito em voga na atualidade –, a pregação, quando ocorre, é uma rápida palestra motivacional, voltada para o bem-estar dos espectadores, e não uma exposição da sã doutrina. Tudo é feito a fim de agradar e entreter a “galera”.
Fico imaginando como Paulo reagiria, em seu tempo, se os crentes fossem aos cultos em busca de entretenimento. Ele, que sempre combateu a desordem, deu as seguintes instruções sobre a Ceia do Senhor: “…se algum tiver fome, coma em casa, para que não vos ajunteis para condenação” (I Coríntios 11:34). E, quanto aos dons espirituais, enfatizou: “…faça-se tudo decentemente e com ordem” (I Coríntios 14:40).
Segundo o dicionário da língua portuguesa, a música é a arte e a técnica de combinar sons de maneira agradável ao ouvido. Agradável, não em relação ao gosto musical, mas no que diz respeito aos bons efeitos que ela deve causar ao ouvido humano. Para isso, a música precisa ser composta de emissões vibratórias com freqüências bem definidas, que podem ser capturadas pelas limitações fisiológicas do ouvido.
Para o seguidor de Cristo, a música é muito mais que uma ciência, uma arte ou forma de expressão. É um meio pelo qual se adora ao Senhor, seja através dos cânticos, seja mediante a execução de instrumentos (Salmos 150). Como servos de Deus, devemos cantar ao Senhor um cântico novo e adorá-Lo na beleza de Sua santidade (Salmos 96:1,9).
Muitos músicos, em nossos dias, orientados pelos propagadores desse falso evangelho – essencialmente comercial e também voltado para as preferências humanas –, imitam os intérpretes mundanos, secularizando cada vez mais a liturgia do culto. Mas Deus não mudou; a Sua Palavra é a verdade. E nela está escrito: “Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus…” (Eclesiastes 5:1).
Os defensores do evangelho do entretenimento afirmam que o mundo mudou, e as pregações modernas devem se adaptar às mudanças que vêm ocorrendo. O suposto embasamento para isso está em I Coríntios 9:22: “Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar a alguns”.
Não podemos, entretanto, interpretar essa frase de Paulo de forma exagerada, valendo-nos dela para justificar toda e qualquer atitude. O próprio apóstolo não se faz judaizante para ganhá-los; antes, reprovou a atitude de Pedro, que agira de forma “política” em relação a eles (Gálatas 2:14). Todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas convêm (I Coríntios 6:12).
Não é a identificação com o mundo que convence os pecadores, e sim a ação do Espírito (João 16:8). Quando nos associamos ao mundo, perdemos nossa identidade de povo separado (II Coríntios 6:14-17). Devemos ser sociáveis, e não complacentes ou coniventes com o pecado (Salmos 1:1).
Não devemos nos isolar das pessoas, dando a entender que somos perfeitos em absoluto (Filipenses 2:15). Isso, inclusive as irrita. No entanto, quando o mundo dá um passo em nossa direção, e nós o abraçamos, aceitando passivamente os seus entretenimentos, como poderemos mudar a sociedade? Uma igreja que faz as pazes com o mundo não consegue mudá-lo.
Por isso, os salvos em Cristo devem ter um diferencial, a fim de que haja o contraste entre a luz e as trevas (Mateus 5:14-16). Por que Jesus reprovou a igreja de Laodicéia? Porque não era nem fria nem quente (Apocalipse 3:15,16); isto é, não exercia nenhuma influência sobre a sociedade.
Texto: Ciro Sanches Zibordi

0 comentários:

Postar um comentário

Seguidores

Por sugestão de uma amiga, resolvi fazer esse blog e nele pretendo postar as inúmeras mensagens que já selecionamos para colocar nas edições desses mais de dois anos do Informativo TC. Mensagens essas que edificaram minha vida e a de muitas pessoas (segundo relatos recebidos) e que agora poderão edificar a sua também. E porque o nome Peniel? Como o título já diz, Peniel é estar FACE A FACE COM DEUS, e nosso desejo é que através deste blog, você possa ter um encontro real com o Senhor e assim como Jacó, possa ter sua vida transformada.